Entendendo o ano litúrgico.

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O Ano Litúrgico é o “calendário religioso”. Por ele, o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias. O Ano Litúrgico contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação; contudo, não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro.

O Ano Litúrgico, por sua vez, começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina na última semana do Tempo Comum, onde se celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo ( Cristo Rei). Em outras palavras, ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos: A, B,e C. No Ano (ou ciclo) A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano (ou ciclo) B, predomina a leitura do Evangelho de São Marcos e no Ano(ou ciclo) C, predomina a leitura do Evangelho de São Lucas. O Ano Litúrgico é composto de diversos “tempos litúrgicos” e sua estrutura é a seguinte:

Tempo do Advento
Tempo do Natal
Tempo Comum ( Primeira parte )
Tempo da Quaresma
Tríduo Pascal
Tempo Pascal
Tempo Comum

Tempo do Advento

Início: Primeiro Domingo do Avento

Término: 24 de dezembro, à tarde

Esse tempo é dividido em duas partes: do início até o dia 16 de dezembro, a Igreja se volta para a segunda vinda do Salvador, que vai acontecer no fim dos tempos. A partir do dia 17 até o final, a Igreja se volta para a primeira vinda do Salvador, que se encarnou no ventre de Maria e nasceu na pobre gruta de Belém.

Duração do tempo: quatro semanas

Espiritualidade: esperança

Ensinamento: anúncio da vinda do Messias

Cor: Roxa

O terceiro Domingo é chamado Domingo “Gaudete”, ou seja, Domingo da alegria. Essa alegria é por causa do Natal que se aproxima. Nesse dia, pode-se usar cor-de-rosa. É uma cor mais suave.

Personagens bíblicos mais lembrados nesse tempo: Isaías, João Batista e Maria.

O Símbolo mais comum desse Tempo é a Coroa do Advento, com quatro velas a serem acesas a cada Domingo.

Outras anotações: usa-se instrumentos musicais e ornamenta-se o altar com flores; porém, com moderação. A recitação do Hino de Louvor (“Glória a Deus nas alturas”) é omitida.

Tempo de Natal

Início: 25 de dezembro

Toda semana seguinte a esse dia é chamada Oitava de Páscoa. São dias tão solenes quanto o dia 25.

No primeiro Domingo após o dia 25 de dezembro, celebra-se a Festa da Sagrada Família; porém, quando o Natal do Senhor ocorrer no Domingo, a Festa da Sagrada Família se celebra no dia 30 de dezembro.

No dia 01 de Janeiro, celebra-se a Solenidade da Santa Maria, Mãe de Deus.

No segundo domingo depois do Natal (entre 2 e 8 de janeiro), celebra-se a Solenidade da Epifania do Senhor.

No domingo seguinte à Epifania ocorrer no Domingo 7 ou 8 janeiro, a Festa do Batismo do Senhor  é celebrada na segunda-feira seguinte.

O Tempo do Natal termina com a Festa do Batismo do Senhor.

Cor: Branco

Espiritualidade: Fé, alegria, acolhimento

Ensinamento: O Filho de Deus se fez Homem

Símbolos: presépio; luzes

Tempo Comum (Primeira Parte)

Início: primeiro dia logo após a Festa do Batismo do Senhor

O Tempo Comum é interrompido pela Quaresma. Com isso, essa primeira parte vai até a Terça-feira de Carnaval, pois na Quarta-feira de Cinzas já começa o Tempo da Quaresma.

Cor: Verde

Espiritualidade do Tempo Comum: Escuta da Palavra de Deus.

Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus

Tempo da Quaresma

Início : Quarta-feira de Cinzas

Término: Quinta-feira Santa de manhã

Espiritualidade: Penitência e conversão

Ensinamento: A Misericórdia de Deus

Cor: Roxa

O quarto Domingo é chamado “Laetare”, ou seja, Domingo da Alegria. Semelhante ao terceiro Domingo do Advento, o quarto da Quaresma também é caracterizado pela alegria da Páscoa que se aproxima. Nesse dia, também pode-se usar paramento cor-de-rosa, que é uma cor mais suave.

O sexto Domingo da Quaresma é Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Nesse dia, a cor Vermelha. Também nesse dia, inicia-se a Semana Santa.

Observações para o Tempo da Quaresma: excetuando o Domingo “Laetare” ( Alegria), não se ornamenta o altar com flores e o toque de instrumentos musicais é só para sustentar o canto. Durante todo o Tempo, omite-se o Aleluia, bem como também o Hino de Louvor.

Tríduo Pascal

Terminado a Quaresma na Quinta-feira Santa de manhã, a partir da tarde desse dia, começa o Tríduo Pascal: Quinta-feira Santa; Sexta-feira Santa e Sábado Santo.

Na Quinta-feira, à tarde, celebra-se a Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés. A cor do paramento é Branca. Trata-se de uma Missa solene e deve-se ornamentar o altar com flores. Ao final da Celebração é feito o translado do Santíssimo Sacramento.

Na Sexta-feira Santa, celebra-se a Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa celebração não é Missa. A cor é vermelha.

No Sábado Santo, à noite, celebra-se a Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias.

Tempo Pascal

Início: Primeiro Domingo da Páscoa

Toda a semana seguinte a esse dia é chamada Oitava de Páscoa. São dias tão solenes quanto àquele primeiro Domingo.

No sétimo Domingo da Páscoa, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor.

O Tempo Pascal termina com a Solenidade de Pentecostes

Espiritualidade do Tempo Pascal: Alegria em Cristo Ressuscitado.

Ensinamento: Ressurreição e vida.

Cor: Branca

Tempo Comum (Segunda Parte)

O Tempo Comum que havia sido interrompido pela Quaresma, reinicia na Segunda-feira após a solenidade de Pentecostes. No Domingo seguinte, celebra-se a Solenidade da Santíssima Trindade. Nesse dia, a cor é Branca.

Na Quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo ( “Corpus Christi”).

A duração do Tempo Comum, contanto desde a primeira parte, é de 34 semanas. Na 34a semana, mais especificamente na véspera do Primeiro Domingo do Tempo do Advento, termina o Tempo Comum e, consequentemente termina aquele Ano Litúrgico, devendo, portanto, iniciar o outro como primeiro Domingo do Tempo do Advento.

O Tempo Comum também é chamado “Tempo Durante o Ano”.

As Cores do Ano Litúrgico

Leia mais:Ano LitúrgicoComo a liturgia é ação simbólica, também as cores nela exercem um papel de vital importância, respeitada a cultura de nosso povo, os costumes e a tradição. Assim, é conveniente que se dê aqui a cor dos tempos litúrgicos e das festas. A cor diz respeito aos paramentos do celebrante, à toalha do altar e do ambão e a outros símbolos litúrgicos da celebração.

Vejamos em qual tempo litúrgico são usadas e qual o seu sentido:

Cor roxa

Usa-se: No Advento, na Quaresma, na Semana Santa (até Quinta-Feira Santa de manhã), e na celebração de Finados, como também nas exéquias.

Cor branca

Usa-se: Na solenidade do Natal, no Tempo do Natal, na Quinta-Feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, nas festas do Senhor e na celebração dos santos. Também no Tempo Pascal é predominante a cor branca.

Cor vermelha

Usa-se: No Domingo da Paixão e de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes e na celebração dos mártires, apóstolos e evangelistas.

Cor rosa

Pode-se usar: No terceiro Domingo do Advento (chamado “Gaudete”) e no quarto Domingo da Quaresma chamado “Laetare”). Esses dois domingos são classificados, na liturgia, de “domingos da alegria”, por causa do tom jubiloso de seus textos.

Cor preta

Pode-se usar na celebração de Finados

Cor verde

Usa-se: Em todo o Tempo Comum, exceto nas festas do Senhor nele celebradas, quando a cor litúrgica é o branco.

Cor dourada

É usado nas grandes solenidades do Ano Litúrgico como Páscoa, Natal, Ordenações…
Pouco usado hoje em dia.
É a cor das grandes solenidades e grandes festas litúrgicas.
Em muitos casos substitui as demais cores, assim como o branco.

As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas “cores litúrgicas”.

Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume.

Nota explicativa: Se uma festa ou solenidade tomar o lugar da celebração do tempo litúrgico, usa-se então a cor litúrgica da festa ou solenidade. Exemplo: em 8 de dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição. Neste caso, a cor litúrgica é então o branco, e não o roxo do Advento. Este mesmo critério é aplicável para a celebração dos dias de semana.

Fontes

Adam, Adolf, O Ano Litúrgico, São Paulo, Paulinas 1982; Paróquia Cristo Rei.

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Salve o Matrimônio!

O papa Francisco alertou, neste sábado, sobre uma “guerra global” contra o casamento tradicional e a família, dizendo que ambos estão sob ataque pela teoria de gênero e o divórcio.
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“Hoje em dia, há uma guerra global para destruir o casamento”, disse Francisco. “Não com armas, mas com ideias… temos que nos defender da colonização ideológica.”
O papa usou a frase “colonização ideológica” no passado para denunciar o que ele afirma ser tentativas de países ricos de associar auxílio de desenvolvimento à aceitação de políticas sociais como a permissão de casamentos homossexuais e contraceptivos.
Francisco, que tem aceitado mais os homossexuais do que seus predecessores, mas se opõe ao casamento gay, também parecia estar se referindo a isso quando disse que o “casamento é a coisa mais bonita que Deus criou”, acrescentando que a Bíblia diz que Deus criou a mulher e o homem para se tornarem uma só carne.
Na mesma resposta, ele disse que a aceitação cada vez maior do divórcio era outra ameaça à família.
Fonte: G1.

Terço da Misericórdia

terco_da_misericordiaEsse terço foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935: “Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus, a ponto de atingir a terra. Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição”. No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário.

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:

“Pela recitação desse terço, agrada-Me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isso para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Essas almas têm sobre meu coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a Minha misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame. Quando rezarem esse terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.

Oração

Inicie fazendo o sinal da Cruz rezando:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Pai-Nosso…

Ave-Maria…

Creio…

Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)

Ao fim do terço, reza-se:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. (3vezes)

Amém.

Papa diz que preocupação com os pobres é Evangelho, não comunismo

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Alguns conservadores norte-americanos estigmatizaram o primeiro papa latino-americano como um marxista, por suas críticas frequentes ao consumismo e foco em uma igreja “que é pobre e para os pobres”.
Mas em uma entrevista contida em um novo livro que será lançado esta semana, Francisco explica que sua mensagem está enraizada no Evangelho e já ecoa por meio dos Padres da Igreja, desde primeiros séculos do cristianismo.
“O Evangelho não condena os ricos, mas a idolatria à riqueza, a idolatria que faz as pessoas indiferentes ao apelo dos pobres”, disse Francisco em um trecho de “Esta Economia Mata”, um estudo dos ensinamentos econômicos e sociais do papa, obtido neste domingo pela Associated Press.
Especificamente, Francisco resumiu um versículo do Evangelho de Mateus, que é
a declaração de missão essencial do seu pontificado: “Eu estava com fome, eu estava com sede, eu estava na prisão, eu estava doente, eu estava nu, e me ajudaste, me vestiste, me visitaste, cuidaste de mim”.
“Cuidar do próximo, daquele que é pobre, que sofre no corpo e na alma, daquele que está em necessidade, esta é a medida. Isso é pauperismo? Não, isso é Evangelho.”
Ele citou padres da Igreja, como São Ambrósio e São João Crisóstomo, que expressaram as mesmas preocupações, e observou, com certa ironia, que se ele tivesse dito o
mesmo “alguns me acusariam de dar uma homilia marxista”.
“Como podemos ver, essa preocupação com os pobres está no Evangelho, está dentro da tradição da Igreja, não é uma invenção do comunismo e não deve ser transformada em alguma ideologia, como já aconteceu antes no curso da história”, disse, em uma aparente referência à Teologia da Libertação, de inspiração latino-americana.
O livro “Esta Economia Mata”, de dois jornalistas experientes do Vaticano, será lançado esta semana, em italiano.

Fonte: Associated Press.

Projeto: O ponto de encontro.

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O Pontifício Conselho para a Família apresentou oficialmente o curso de educação afetiva sexual intitulado “O Ponto de Encontro”, que já está disponível, de forma gratuita, em cinco idiomas para os adolescentes e jovens do mundo inteiro.

O programa, disponível em espanhol, inglês, português, italiano e francês, foi apresentado durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e abre a perspectiva ao Encontro Mundial das Famílias em Dublin em 2018.

Além disso, está dividido em 6 unidades que buscam acompanhar os jovens na compreensão de si mesmos e no descobrimento do plano de Deus para cada um.

“‘Lugar de encontro, a aventura do amor’ tenta oferecer um itinerário de educação ao amor que ajude os jovens a descobrir a beleza da entrega mútua e a busca da felicidade através da entrega do corpo e do espírito”, explica o site.

“Através da linguagem corporal, a sexualidade e os afetos se revelam com dinamismos, para viver uma existência em plenitude no cotidiano da vida”, acrescenta.

Em um discurso no Vocations Center da JMJ Cracóvia 2016, Dom Simón Vázquez, Subsecretário do Pontifício Conselho para a Família, ressaltou que todo o material está disponível para que os educadores de todo o mundo possam utilizá-lo e enriquecê-lo com ideias e experiências.

“O projeto apresentado é o início de um caminho. Não é um curso fechado e acabado, mas uma oportunidade para convocar uma grande comunidade de pessoas para colaborar, trabalhar e trocar experiências e conhecimentos nesta área especial da educação”, expressou naquela ocasião Dom Simón.

“Tomara que este curso que é apresentado hoje possa ajudar os jovens a viver a alegria do amor em sua dimensão integral, como o Papa convida aqueles que formarão as famílias futuras no mundo e que serão os protagonistas, não só da aventura do amor, como também da civilização do amor nos próximos anos”, concluiu.

Fonte: ACI Digital