História dos três Padres presentes na tragédia do Titanic

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Diante de tantas tragédias que aconteceram naquela noite, a misericórdia de Deus pairava sobre os fiéis presentes naquele navio. Com a ajuda desses padres, enquanto o navio afundava, eles ouviam confissões, convidavam as pessoas a rezar o ato de contrição e a recitação do Rosário.

Tenhamos a mesma coragem e ousadia que esses três padres tiveram de até o fim de suas vidas seguir a Cristo e cuidar de seus irmãos, preocupando-se mais com o próximo que com eles mesmos e sendo fiéis às suas missões até os últimos minutos de suas vidas.

Que exemplo lindo de cristãos, de fé, de missionariedade! Sejamos Cristo, sejamos Luz, para todas as pessoas que encontramos, em todos os lugares, independentemente da situação.

Abaixo, encontra-se um breve resumo da história dos Padres que comoveram e comovem até hoje muitos fiéis com as suas histórias de fé:

Fonte: ACI

“Depois de ter completado 100 anos de naufrágio, Titanic vive cercado de histórias sobre os passageiros que nele estavam. Principalmente dos três sacerdotes que se encontraram no Titanic e ajudaram bravamente os passageiros a subir nos botes salva-vidas e, momentos antes de afundar, acompanharam com os sacramentos e a oração as vítimas do desastre.

Curiosidades dos três Padres presentes na tragédia do Titanic:

Padre Juozas Montvila: sacerdote nascido em 1885 em Lituânia, o mais jovem dos três sacerdotes a bordo do transatlântico, dirigia-se aos Estados Unidos para servir pastoralmente às comunidades de imigrantes lituanos em Nova Iorque ou em Massachusetts. O presbítero foi vedado de exercer seu ministério católico em sua terra natal, em meio da repressão religiosa dos czares russos.

De acordo ao testemunho de sobreviventes, o Pe. Montvila “serviu seu chamado até o fim”, recusando-se a escapar para ajudar outros passageiros a chegar até os botes salva-vidas. O Pe. Montvila considerado um herói em Lituânia.

Padre Joseph Peruschitz: sacerdote beneditino alemão, viajava aos Estados Unidos para assumir o cargo de diretor da escola preparatória dos beneditinos em Collegeville, Minnesota.

Durante a viagem, e à semelhança dos outros dois sacerdotes, o presbítero escutou confissões e celebrou Missa cada dia.

Segundo o testemunho de um sobrevivente que os viu à distância enquanto seu bote se afastava, nos últimos minutos da tragédia, o Pe. Peruschitz junto ao Pe. Thomas Byles dirigiram a reza do Rosário junto às vítimas que tinham ficado a bordo, ao tempo que as ondas chegavam à coberta.

Padre Thomas Byles: ele viajava rumo a América do Norte para presidir o matrimônio de seu irmão, William. No momento da colisão do Titanic contra o iceberg que ocasionou a catástrofe,  Padre Byles se encontrava rezando seu breviário.

Todos os testemunhos dos sobreviventes coincidem em destacar a grande liderança e o valor demonstrado pelo sacerdote britânico.

Às 2:20 da madrugada de 15 de abril, hora em que afundou completamente o navio, o Pe. Byles, rezou o Ato de Contrição junto aos fiéis que permaneciam de joelhos junto a ele, e lhes deu a absolvição geral.

Uma história particular é a do Pe. Francis Browne, que viajou a bordo do Titanic mas como seminarista jesuíta e se livrou da tragédia. Apesar de que um casal de milionários que conheceu no navio se ofereceu a pagar a viagem até Nova Iorque, seu superior ordenou que ele abandonasse a nave no último porto europeu no que se deteve o Titanic, antes de dirigir-se aos Estados Unidos, em South Hampton.

“Saia já dessa nave” dizia claramente o telegrama que recebeu o Pe. Browne e que devido à “Santa obediência”, salvou-se da catástrofe. O sacerdote jesuíta manteve essa nota em sua carteira até o último de seus dias.

Entretanto, durante o pouco tempo que esteve ao interior do Titanic, o então jovem seminarista, aficionado à fotografia, retratou o estilo de vida dos passageiros e a tripulação do transatlântico.

O Pe. Browne serviu logo como capelão das forças irlandesas durante a Primeira Guerra Mundial, demonstrando grande valor e foi recompensado com várias condecorações, entre elas a Cruz Militar.

Percorreu pastoralmente toda a Irlanda e Austrália, fotografando tudo ao seu redor. No momento de sua morte, em 1960, suas imagens chegavam a mais de 40 mil.

O Pe. Edward O’Donnell, companheiro do Pe. Browne, colocou à luz suas fotografias esquecidas e as qualificou como um “equivalente em termos de fotografia ao descobrimento dos manuscritos do mar morto”. ”

Fonte: ACI

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